Qi Gong no Chile – Novembro 2018

Niveles de Qigong I y II Andre Lacroce, instructor autorizado por Eva Wong ofrecerá los niveles de Qigong I y II el: Jueves 1 Noviembre y Viernes 2 Noviembre 2018 (fecha confirmada) (09:00 a 18:00) Salón en Providencia (metro Bilbao). … Continue lendo

Programa de Qi Gong com André Lacroce no Chile

Em novembro de 2017, dos dias 22 ao 26, teremos uma turma nova de qi gong nível 1, 2 e 3 da linhagem Xiantianwujimen em Santiago, Chile. Esta linhagem é considerada uma das linhagens puras do Taoismo e tem como fundamento a alquimia interna. Ela foi introduzida no ocidente pela Mestra Eva Wong. O programa será organizado pela Windhorse School e ministrado por André Lacroce.

O qi gong significa “trabalho com a energia interna”.  São técnicas corporais desenvolvidas centenas de anos dentro do Taoismo que têm como fim restaurar a saúde das pessoas num primeiro nível e num patamar mais avançado é por meios dessas técnicas que podemos trilhar o caminho da realização espiritual dentro do Taoismo. Ao trabalharmos nossa energia interna de forma particular vamos liberando a circulação de energia em nosso corpo e isso permite que dissolvamos os bloqueios internos. Isso permite também que gradualmente seja atenuada a influência do “eu” mais impuro em nossas vidas; as amarras físicas, emocionais, mentais e espirituais vão se liberando também e readquirimos mais flexibilidade e compaixão. O caminho da autotransformação é um dos canais para restabelecermos a conexão com sagrado. Todos os ingredientes já estão dentro de nós.

Acesse aqui para saber mais sobre o curso e como se inscrever.

Flexibilidade

A rigidez é amiga da morte e a flexibilidade é amiga da vida. Quando algo está muito rígido criam-se situações limites de estresse desgastando nossa energia em níveis bem mais elevados do que em situações de tranquilidade. Se em uma … Continue lendo

Mensagem do Mestre Chan Kowk Wai sobre o Kung Fu e Saúde

Palavras do Mestre Chan Kowk Wai sobre Kung Fu e Saúde.

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Mestre, antigamente as artes marciais serviam principalmente para a guerra. E hoje em dia?

– Na verdade as artes marciais sempre foram voltadas para a saúde em primeiro lugar, mesmo nos tempos antigos. Sempre a saúde em primeiro lugar, a defesa pessoal em segundo e o desenvolvimento da mente em terceiro. Acho que hoje em dia a saúde deve ser bem mais cuidada ainda, já que temos tantas ameaças como a poluição, nervoso, etc.

Como um aluno estreante deve treinar o Kung Fu? Dizem que na China o aluno não pode perguntar, apenas deve seguir o mestre. 

– Na China o aluno pode começar a fazer perguntas após três anos de prática. Antes disso, ele deve apenas acompanhar os movimentos do professor, já que não conhece nada do estilo. Depois de três anos ele já sabe alguma coisa e pode perguntar.

E aqui no ocidente, essa regra vale também?

– Não. Eu acho que o aluno que entra na academia não sabe nada, então precisa perguntar. Se ele tirar as dúvidas pode progredir mais rápido e melhor. Eu aprendi isso nesses 36 anos que ensino aqui no Brasil. Formei 77 professores e 10 Mestres, tendo ensinado dezenas de milhares de alunos.

Que conselhos o senhor daria aos estudantes de Kung Fu sobre treino, alimentação e repouso?

– Sobre treino, sempre perguntar! É o melhor jeito de progredir nas artes marciais. Na alimentação, se ele treinar bastante pode comer qualquer coisa. Se restringir muito sempre fica faltando alguma coisa. Ruim é comer muito. Deve evitar isso. No sono acho que mais ou menos 8 horas é bom.

Que importância o senhor dá aos estudos de filosofia feitos fora da academia, por conta do praticante?

– Precisa! A filosofia tem a base das artes marciais. O aluno tem sempre que pesquisar e estudar e se desenvolver dentro e fora da academia.

Mestre, o senhor acha que o estudo de outras modalidades pode auxiliar o aprendizado do Kung Fu?

– Pode ajudar se for bem escolhido. Acho que as melhores são a natação e a dança porque relaxam.

Existe uma certa polêmica sobre a separação do Kung Fu em artes internas e externas. O que o senhor pensa a respeito?

– Não acho certa essa separação. Todos os estilos começam com mais força e caminham para a suavidade. Até o Taijiquan (Tai Chi Chuan)  começa com muito esforço e só depois se torna suave. O fim é o mesmo em todos os estilos de Kung Fu.

Como o senhor vê as competições no Kung Fu?

– Não acho certo porque colocam muitos protetores. Quando se colocam luvas a mão perde muitas funções. Se o aluno treinar apenas para competir ele vai esquecer como usar as mãos corretamente.

Mestre Chan, qual a sua mensagem final?

– Kung Fu é para a vida inteira. Quanto mais gente treinar o Kung Fu verdadeiro, melhor.

Chan kowc wei

Fonte: “Revista Oriente” nº1 – Julho/1996